Pequenas e Microempresas do Algarve investem seis milhões de euros com apoio dos Fundos Europeus geridos na região

Quarenta e duas candidaturas de Pequenas e Microempresas candidatas ao Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN), totalizando um investimento total de 5,98 Milhões de Euros (M€) e recebendo um apoio de 2,23 M€ de Fundos Europeus geridos na Região – denominado CRESC ALGARVE 2020 - foram aprovadas pela Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional.

Estes projetos foram propostos por micro e por pequenas empresas, parte das quais situadas em territórios de baixa densidade e, para além do investimento produtivo a realizar, vão permitir a manutenção de 400 postos de trabalho em treze concelhos do Algarve, não havendo neste regulamento a exigência de criação de novos postos de trabalho.

Proveniente do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), o apoio concedido visa a aquisição de máquinas, equipamentos, serviços tecnológicos/digitais e sistemas de qualidade, sistemas de certificação que alterem os processos produtivos das empresas, apoiando-as na transição digital, na transição energética, na introdução de processos de produção ambientalmente mais amigáveis e que sejam, simultaneamente, um estímulo à produção nacional.

No âmbito do primeiro aviso, foram aprovadas 25 operações de empresas apenas com Códigos de Atividade Económica (CAE) de diversificação económica.

As atividades associadas ao “fabrico de outros produtos minerais não metálicos” são as que apresentam maior expressão em termos de investimento elegível e de financiamento comunitário atribuído, seguindo-se as operações enquadradas nas “indústrias alimentares” e doze outras CAE da indústria transformadora, assinalando-se, pelo volume de investimento envolvido, a “reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos”, “indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto mobiliário; fabricação de obras de cestaria e de espartaria”, “fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais, exceto produtos farmacêuticos” e “impressão e reprodução de suportes gravados”.

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Um segundo aviso, vocacionado para melhorar a competitividade das empresas, já com os CAE do turismo, permitiu aprovar 17 operações consideradas relevantes para acelerar a transição digital e a transição energética, promovendo a melhoria da produtividade das empresas num contexto de novos modelos de negócios neste setor dominante na economia da Região.
Nestas 17 operações, os CAE com mais investimento elegível são “alojamento”, “comércio a retalho, exceto de veículos automóveis e de motociclos” e “consultoria e programação informática e atividades relacionadas”, seguidas de perto pelas “atividades especializadas de construção” e “atividades de saúde humana”.

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Unidade: Milhares de Euros