Quando uma clínica de fisioterapia tratou das suas próprias dores

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Que não se olhe ao tamanho. Até pequenos projetos podem fazer a diferença na competitividade. Cerca de 60 projetos beneficiaram de 2,4 milhões de euros de incentivos ao Emprego e ao Empreendedorismo no Algarve, ajudando a que, tal como a Fisio São Brás, dessem o passo certo para crescer.

Estava Tiago Caseiro em 2017 quando se apercebeu que a estrutura que adquirira 7 anos antes, focada no tratamento da dor, sofria, ela própria, de dores de crescimento. De uma pequena clínica de Fisioterapia com apenas 2 terapeutas, a Fisio São Brás via-se então a tentar gerir uma equipa de 24 profissionais de saúde e uma carteira de pacientes que ia muito além dos limites do concelho de São Brás de Alportel. “Eram necessárias ferramentas para gerir o fluxo de informação da abordagem multidisciplinar que vínhamos materializando na resolução dos problemas dos nossos pacientes”, recorda.

Não só os processos clínicos são hoje digitais, como a rede de profissionais de saúde se aproxima da meia centena. Pelo meio, um investimento de cerca de quase 60 mil euros foi capaz de informatizar a gestão da informação, modernizar o espaço físico, adquirir novos equipamentos clínicos e até contratar um colaborador para garantir a gestão administrativa.

“Para crescer, foi muito importante este enfoque na gestão e na melhoria do conforto e qualidade do espaço para os pacientes”, faz notar Tiago Cansado, que entretanto rebatizou a clínica com o conceito de Saúde Integrativa que desenvolveu.

Investimento de 4,7 milhões de euros impulsionado

O projeto que o levou à hoje denominada SAN Saúde Integrativa, constituiu uma das 60 candidaturas ao Sistema de Incentivos ao Emprego e ao Empreendedorismo (SI3E) do Programa Operacional CRESC Algarve 2020. Desde 2014, 2,4 milhões de euros de incentivos impulsionaram investimentos de 4,7 milhões de euros em iniciativas de pequena dimensão que, tal como no projeto de saúde privada sambrasense, foram capazes de dar o salto.

No caso da empresa de Tiago Cansado, o incentivo de 27 mil euros possibilitou também a instalação de marquesas elétricas em todos os consultórios, adquirir equipamentos de eletroterapia, que vieram alargar a oferta de tratamentos, e até aumentar a eficiência energética mediante a instalação de painéis fotovoltaicos.

“Não tenho dúvidas de que todas estas melhorias contribuíram ativamente para que mais utentes procurem hoje a nossa ajuda”, observa o fisioterapeuta, apostado em continuar a reforçar a abordagem multidisciplinar à dor.

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