Há mais escolas a reconstruir sonhos

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Duplica o número de Centros Qualifica para que mais adultos possam ter novos horizontes de futuro

De padeiro, com o 9º ano de escolaridade, ao sonho de ser polícia, mediou um ano e meio de orientação e reconhecimento de competências. A história de um jovem de Loulé que, aos 24 anos, completou o 12º ano, reflete o efeito que ingressar no Centro Qualifica teve para muitos dos cerca de 2 mil adultos que a Escola Secundária de Loulé acolheu desde 2017. “Abandonou a escola cedo e começou a trabalhar no negócio familiar. Chegou-nos sem sonhos, nem ambição e, com o trabalho que aqui desenvolveu, descobriu que afinal tinha ainda muitas janelas por abrir na vida”, recorda Ângela Correia, coordenadora deste que é um dos 6 Centros Qualifica apoiados pelo Programa Operacional do Algarve.

Estes centros acolhem adultos que não tenham concluído a escolaridade completa (6º, 9º ou 12º ano), ou queiram simplesmente melhorar os conhecimentos em algumas áreas, tais como línguas estrangeiras, informática ou contabilidade.

A cada candidato é traçado um plano de formação, qualificação ou certificação - conforme a expectativas - adequado à escolaridade que tem, a experiência que possui e as competências que adquiriu ao longo da sua vida. Entre o leque de opções, encontra os processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), o Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis (ESRMC), as Formações Modulares ou Unidades de Formação de Curta Duração (UFCD) e até Português como Língua de Acolhimento.

Os fundos comunitários investidos nos últimos anos (2,4 milhões de euros) permitiram a mais de 8 mil adultos a possibilidade de validarem competências e, nalguns casos, obterem a formação necessária à obtenção de uma habilitação académica superior. O Programa CRESC Algarve 2020 alargou agora o apoio a 12 centros na região, afetando 4 milhões de euros para cofinanciar a sua atividade em 80%, de maneira a que, até 2022, outros 7800 adultos possam, tal como ao jovem padeiro de Loulé, ter novos horizontes de futuro.

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